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Preço, margem e markup: o guia que junta as três contas que todo dono de negócio confunde

08 de agosto de 2026

Toda dona de salão, todo dono de loja, já passou por isso: coloca 50% em cima do custo achando que a margem é 50%, esquece que a maquininha desconta antes de o dinheiro cair na conta, e dá 10% de desconto pensando que perdeu "só 10%". As três contas parecem a mesma coisa. Não são — e a diferença entre elas decide se sobra dinheiro no fim do mês ou não.

Markup e margem não são a mesma conta

Um produto custa R$ 60 pra você. Aplica 50% de markup em cima do custo: R$ 60 + 50% = R$ 90. Parece que a margem também é 50%, mas não é — a margem é calculada em cima do PREÇO DE VENDA, não do custo. Nesse exemplo, a margem real é de 33%: (90 - 60) dividido por 90.

Quanto maior o markup, maior essa diferença fica. É por isso que "coloco 100% em cima do custo" soa generoso mas na prática vira 50% de margem, não 100%. Duas contas diferentes, dois números diferentes — e confundir os dois é o jeito mais comum de vender achando que ganha mais do que ganha.

A taxa da maquininha entra antes de fechar o preço, não depois

Se você define o preço primeiro e só depois lembra da taxa do cartão, a conta já saiu errada. A taxa precisa entrar ANTES, junto com o custo e o imposto, pra que o preço final já contemple o que a maquininha vai tirar. Quem cobra a mesma coisa no PIX e no cartão parcelado está, na prática, cobrando menos de quem paga parcelado — porque a maquininha come uma fatia maior nesse caso.

Desconto sai inteiro da margem, não do preço

Essa é a que mais pega. 10% de desconto não custa 10% — custa muito mais que isso em cima do lucro. Um produto de R$ 100 com 30% de margem (custo de R$ 70) dá R$ 30 de lucro. Um desconto de 10% derruba o preço pra R$ 90, mas o custo continua R$ 70 — o lucro cai pra R$ 20. Uma queda de 10% no preço virou uma queda de 33% no lucro.

A regra prática: o desconto máximo que você pode dar, sem começar a perder dinheiro, é igual à sua margem. Margem de 30%? 30% de desconto zera o lucro. Passou disso, cada venda tira dinheiro do caixa em vez de colocar.

As três contas, na ordem certa

1. Defina o preço já contando taxa de cartão e imposto — não em cima do custo puro. 2. Confira quanto a maquininha realmente tira em cada forma de pagamento, principalmente parcelado. 3. Antes de qualquer promoção, calcule até onde o desconto pode ir sem zerar a margem.

Feito nessa ordem, você para de descobrir no fim do mês que vendeu bastante e sobrou pouco.

Uma vez calculado, o trabalho real começa

Calcular o preço certo uma vez é rápido. O difícil é manter esse preço igual em todo lugar — no papel colado no balcão, no story que você postou semana passada, na resposta que você manda no WhatsApp de cabeça. Ferramenta nenhuma resolve isso sozinha; resolve quem tem um lugar só pra atualizar o preço e ele aparecer certo em todo canto.

Ferramenta gratuita

Calculadora de preço de venda

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