Reforma tributária em 2026: o que muda pra quem é do Simples Nacional
09 de agosto de 2026
Foto de Kelly Sikkema no Unsplash
Se você é dono de um negócio pequeno e ouviu falar que a reforma tributária já começou, calma: nada muda de uma vez só. 2026 é o ano do teste. CBS e IBS, os dois novos tributos que vão substituir PIS, Cofins, ICMS e ISS aos poucos, entram em vigor com alíquotas simbólicas, só pra testar o sistema antes da cobrança valer pra valer nos anos seguintes.
Mas isso não quer dizer que quem é do Simples Nacional pode ignorar o assunto até lá. Existe uma decisão prática que já bate na porta de muita gente: continuar recolhendo tudo pelo DAS, do jeito de sempre, ou optar por recolher CBS e IBS por fora do Simples, aproveitando o crédito tributário que esse regime passa a permitir.
O que é esse teste de 2026, na prática
Durante 2026, CBS e IBS vão ser cobrados com alíquota reduzida, quase simbólica, enquanto o restante do sistema tributário atual continua funcionando em paralelo. É um período de ajuste: o governo testa a base de cálculo, os sistemas de emissão de nota e a integração entre os fiscos, e as empresas se acostumam com a lógica nova sem sentir o peso financeiro completo ainda.
Para quem é do Simples Nacional, a regra geral não muda: você continua pagando o DAS, que já embute PIS, Cofins, ICMS e ISS de forma simplificada. O teste de CBS e IBS, nesse primeiro momento, tem impacto mais forte pra quem está no Lucro Presumido ou Real. Mas há uma exceção importante que vale a pena entender agora, porque ela pode gerar dinheiro na mesa se você não prestar atenção.
Por que recolher por fora pode compensar
O Simples Nacional é vantajoso pela simplicidade, mas tem um efeito colateral: quem compra de você não consegue aproveitar crédito tributário nas compras, porque o DAS não gera esse tipo de crédito do jeito que CBS e IBS vão gerar. Isso pode te colocar em desvantagem se seus clientes são outras empresas, que preferem comprar de fornecedores que emitem nota com crédito aproveitável.
A reforma abriu uma porta pra isso: negócios do Simples podem optar por recolher CBS e IBS por fora do DAS, calculando esses dois tributos separadamente, mas mantendo o restante simplificado. Na prática, isso permite que seus clientes empresariais aproveitem o crédito da compra, o que pode te tornar mais competitivo em vendas B2B, sem sair do regime simplificado no restante da tributação.
Se seu negócio vende principalmente pra consumidor final, como uma loja, um salão ou um restaurante, essa mudança tende a ter efeito menor no seu dia a dia agora. Mas se você fatura vendendo pra outras empresas, vale sentar com o contador ainda em 2026 pra simular os dois cenários e ver qual pesa menos no bolso.
O que fazer agora, sem se apressar
O primeiro passo é simples: converse com quem cuida da sua contabilidade e pergunte diretamente se o seu tipo de negócio se beneficia de recolher CBS e IBS por fora do Simples. Não existe resposta única, porque depende de quem compra de você, da margem que você trabalha e do volume de notas fiscais emitidas para empresas.
O segundo passo é observar como sua emissão de notas fiscais vai se adaptar. Os sistemas de nota fiscal eletrônica já estão sendo ajustados pra incluir os novos campos de CBS e IBS, e é bom garantir que seu emissor, seja ele qual for, esteja preparado pra isso sem atropelo em janeiro.
Por fim, vale lembrar que 2026 é só o ensaio. A transição completa se estende até 2033, com PIS, Cofins, ICMS e ISS sendo extintos aos poucos. Não é motivo pra pânico, mas é motivo pra acompanhar de perto, porque cada etapa dessas vai trazer decisões pequenas que, somadas, fazem diferença no caixa do seu negócio.
Enquanto essa transição tributária corre no fundo, vale simplificar o que está no seu controle agora: organizar catálogo, agenda e pedidos num só lugar ajuda a manter a cabeça livre pra cuidar da parte fiscal sem bagunçar o resto. Dá uma olhada em como a Bloomo pode ajudar nisso.
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