Calculadora de ficha técnica de prato

Feito paraRestaurantes e delivery

Liste os ingredientes com a quantidade que vai no prato, o preço que você paga e quanto sobra depois de limpar. A calculadora devolve o custo por porção corrigido, o peso de cada item no total e o preço sugerido para o CMV desejado.

Ingredientes

Informe a quantidade que vai no prato e quanto você paga por quilo, litro ou unidade.

  • Quantidade
    Preço por kgR$
    Aproveitamento%
  • Quantidade
    Preço por unidadeR$
    Aproveitamento%
  • Quantidade
    Preço por kgR$
    Aproveitamento%
  • Quantidade
    Preço por kgR$
    Aproveitamento%
%

Quanto o ingrediente pode representar do preço

Custo por porção

R$ 11,37

Preço sugerido

R$ 37,88

Carne moída
R$ 6,84 (60%)
Pão brioche
R$ 2,50 (22%)
Queijo
R$ 1,80 (16%)
Cebola
R$ 0,22 (2%)
Custo total da receita
R$ 11,37

O maior peso é Carne moída, com 60% do custo. É nele que negociar com fornecedor ou ajustar a porção rende mais.

Desses, R$ 0,04 vêm do que se perde na limpeza. Uma ficha feita pelo preço de compra esqueceria esse valor em cada prato vendido.

O erro que faz o prato custar mais do que a ficha diz

Você compra 1 kg de cebola por R$ 6. Descasca, tira as pontas, corta o que está estragado — e sobram 800 g de cebola aproveitável. Aquele quilo não custou R$ 6 por quilo usável: custou R$ 7,50.

Esse ajuste é o que a cozinha profissional chama de fator de correção. Ele parece detalhe num prato só, mas se repete em cada unidade vendida, todo dia. Numa ficha com muito hortifrúti, carne com osso ou peixe inteiro, ignorar o aproveitamento subestima o custo em dois dígitos percentuais.

A calculadora acima já faz essa correção: no campo de aproveitamento você coloca quanto sobra depois de limpar, e ela mostra separadamente quanto do seu custo vem justamente do que foi para o lixo.

Como descobrir o aproveitamento de verdade

Tabelas prontas existem, mas variam com a qualidade do fornecedor e com a mão de quem limpa. O jeito confiável leva cinco minutos e vale para o seu caso específico:

  • Pese o ingrediente como ele chega, antes de qualquer limpeza.
  • Limpe normalmente, do jeito que sua cozinha faz.
  • Pese de novo, só o que ficou aproveitável.
  • Divida o peso limpo pelo peso bruto e multiplique por 100. Esse é o seu aproveitamento.

Faça isso uma vez por ingrediente crítico — aqueles que mais pesam no custo. Não precisa fazer para o sal.

O que é CMV e por que ele se divide, não se multiplica

CMV é o custo da mercadoria vendida: quanto o ingrediente representa do preço cobrado. Se um prato custa R$ 11 de insumo e é vendido por R$ 37, o CMV é de cerca de 30%.

Para chegar ao preço a partir de um CMV desejado, divide-se: R$ 11 ÷ 0,30 = R$ 36,67. Multiplicar o custo por três é atalho que só bate por acaso quando o alvo é exatamente um terço — em qualquer outro número, erra.

Não existe CMV certo universal. Ele muda com o tipo de operação, com o giro e com o quanto o seu preço aguenta na sua região. Use o número que faz o seu mês fechar, não um que você leu na internet.

O que NÃO entra na ficha técnica

A ficha calcula o custo do prato, não o do restaurante. Ficam de fora:

  • Aluguel, luz, água e internet — não variam por prato vendido.
  • Salário da equipe fixa — o cozinheiro custa igual num dia fraco.
  • Taxa de aplicativo e de maquininha — incidem sobre a venda, não sobre o insumo.

Tudo isso é pago pela diferença entre o preço e o CMV. É exatamente por isso que um CMV de 30% não significa 70% de lucro: os outros 70% ainda precisam cobrir a casa inteira antes de sobrar algo.

A ficha serve para mais do que preço

  • Padroniza o prato. Com gramagem definida, o hambúrguer sai igual com qualquer pessoa na chapa — e o custo para de variar.
  • Facilita a compra. Sabendo quanto cada prato consome, dá para projetar o pedido da semana pelo número de vendas.
  • Mostra onde negociar. A calculadora aponta o ingrediente de maior peso: é ali que um real a menos no quilo faz diferença real.

Perguntas frequentes

O que é fator de correção e por que ele importa?

É o ajuste que transforma o preço do que você compra no preço do que realmente vai ao prato. Se 1 kg de cebola rende 800 g limpos, o custo real por quilo usável é 25% maior que o da nota. Ignorar isso subestima o custo de todo ingrediente que passa por limpeza.

Como descubro o aproveitamento de um ingrediente?

Pese o ingrediente como ele chega, limpe do jeito que sua cozinha faz e pese de novo só o que sobrou aproveitável. Divida o peso limpo pelo bruto e multiplique por 100. Vale fazer só nos ingredientes que mais pesam no custo.

Qual CMV eu devo usar?

Não existe número universal. Ele muda conforme o tipo de operação, o giro e o quanto o preço aguenta na sua região. Use o percentual que faz as contas do seu mês fecharem, testando contra os seus custos fixos reais.

Aluguel e salários entram na ficha técnica?

Não. A ficha calcula o custo do prato, e esses são custos da casa, que não variam por unidade vendida. Eles são pagos pela diferença entre o preço e o CMV.

Por que dividir pelo CMV em vez de multiplicar o custo?

Porque o CMV é um percentual do preço de venda, não do custo. Multiplicar o custo por três só coincide com 33% por acaso; em qualquer outro alvo o resultado sai errado.

Os dados da minha ficha ficam salvos em algum lugar?

Não. Todo o cálculo acontece dentro do seu navegador e nada é enviado aos nossos servidores. Ao fechar a página, não fica registro nenhum.

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