Calculadora de valor da hora

Feito paraPrestadores de serviço

Informe quanto quer ganhar, seus custos fixos e quantas horas do dia você realmente consegue faturar. A calculadora devolve o valor da hora que cobre férias, custo fixo e imposto, e mostra quanto a conta simples deixaria de fora.

R$

No seu bolso, depois de tudo

R$

Internet, software, contador, transporte

Não é a jornada inteira — orçamento e administração não entram

Férias e feriados: ninguém paga por elas

%

DAS do MEI, ISS, imposto de renda

Sua hora vale

R$ 61,70

Um dia de trabalho

R$ 308,51

Horas faturáveis por ano
1.200
Precisa faturar por mês
R$ 6.170,21

Dividindo só o quanto você quer ganhar pelas horas, daria R$ 46,15 por hora. Os R$ 15,55 de diferença são o que paga custo fixo, férias e imposto — cobrar a conta menor é trabalhar o mês inteiro e não fechar.

Hora trabalhada não é hora faturável

Este é o erro que faz autônomo trabalhar o mês inteiro e não fechar a conta. Você senta às 8 e levanta às 18, mas quantas dessas horas alguém paga?

Responder mensagem, montar orçamento para cliente que talvez não feche, emitir nota, organizar recibo, aprender ferramenta nova, correr atrás de trabalho — tudo isso é trabalho, e nada disso é faturável. Quem consegue faturar 5 das 8 horas do dia e divide o salário desejado por 8 está entregando três horas diárias de graça, todo dia.

Por isso a calculadora acima pergunta pelas horas faturáveis, não pela jornada. Se você nunca mediu, comece assumindo algo entre 4 e 6 horas e ajuste depois de acompanhar uma semana real.

O que a conta simples esquece

  • Custo fixo não tira férias. Internet, celular, software, contador e transporte são pagos nos doze meses, inclusive naquele em que você não trabalhou.
  • Você não tem férias remuneradas. Empregado recebe o mês de descanso; autônomo precisa ter ganhado esse mês nos outros onze.
  • Nem 13º, nem FGTS, nem INSS pago por outro. Se você quer ter reserva e aposentadoria, isso sai do que você cobra.
  • Imposto incide sobre o faturamento. O que entra na conta não é o que fica com você.

Por que o imposto se divide, não se soma

Se você precisa de R$ 5.800 e paga 6% de imposto, cobrar R$ 6.148 (os 5.800 mais 6%) não resolve: os 6% incidem sobre os R$ 6.148, e sobram R$ 5.779.

A conta certa divide: R$ 5.800 ÷ 0,94 = R$ 6.170. É a mesma lógica da taxa de maquininha e da margem de lucro — sempre que um percentual incide sobre o total cobrado, se divide.

E se o mercado não pagar esse valor?

Acontece, e é uma informação valiosa em vez de um problema. O número que saiu aqui é o que a sua estrutura custa. Se o mercado não paga, as saídas são objetivas:

  • Aumentar as horas faturáveis, reduzindo tempo administrativo
  • Cortar custo fixo que não sustenta o trabalho
  • Mudar de público, para quem valoriza mais o serviço
  • Trabalhar mais dias — sabendo que é isso que está fazendo

O que não funciona é cobrar abaixo do custo e esperar que o volume resolva. Mais trabalho pelo preço errado só antecipa o esgotamento.

Cobrar por hora ou por projeto?

Mesmo que você feche por projeto — o mais comum e, em geral, o melhor —, o valor da hora continua sendo a régua. Você estima quantas horas o trabalho leva, multiplica, e aí ajusta pela urgência, pela complexidade e pelo valor que aquilo gera para o cliente.

Sem essa régua, orçamento vira chute. E chute em orçamento erra sempre para baixo, porque a pressa de fechar fala mais alto que a conta.

Perguntas frequentes

Por que não posso dividir meu salário pelas horas do mês?

Porque essa conta esquece três coisas que saem do seu bolso: os custos fixos do negócio, o mês em que você não trabalha e o imposto sobre o faturamento. E porque boa parte da jornada não é faturável.

O que são horas faturáveis?

São as horas que alguém efetivamente paga. Montar orçamento, responder mensagem, emitir nota e procurar cliente são trabalho, mas ninguém paga por eles. Quem fatura 5 das 8 horas do dia e cobra como se fossem 8 entrega três horas de graça.

Como sei quantas horas eu realmente faturo?

Acompanhe uma semana normal anotando o que foi trabalho pago e o que foi administrativo. A maioria dos autônomos se surpreende: o número costuma ficar entre 4 e 6 horas por dia.

Por que dividir pelo imposto em vez de somar o percentual?

Porque o imposto incide sobre o total cobrado. Somar 6% a R$ 5.800 dá R$ 6.148, mas 6% disso são descontados e sobram R$ 5.779. Dividir por 0,94 devolve o valor certo.

E se o mercado não pagar o valor que deu?

Esse número é o que a sua estrutura custa. Se o mercado não paga, as saídas são aumentar as horas faturáveis, cortar custo fixo, mudar de público ou trabalhar mais dias — cobrar abaixo do custo só antecipa o esgotamento.

Serve se eu cobro por projeto e não por hora?

Serve, e é aí que mais ajuda. Você estima as horas do projeto, multiplica pelo valor da hora e ajusta pela urgência e complexidade. Sem essa régua, orçamento vira chute — e chute erra para baixo.

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